Alusivo aos 30 anos do BCI

Empresário, parceiros, e clientes lotaram o Auditório do BCI na Cidade de Maputo, com intuito de celebrar o seu aniversário através de um workshop sobre Perspectivas Económicas e Empresariais para 2026. O encontro foi promovido em estreita relação com a Câmara de Comercio e industria França – Moçambique (CCIFM) e AmCham Mocambique.
O anfitrião Luis Aguiar, Administrador do BCI, falando amarguem do evento destacou que para a sua organização é um privilégio promover e acolher iniciativas desta natureza.
Tendo sublinhado que “temos assumido, de forma proactiva e consistente, um posicionamento claro de proximidade ao sector empresarial, afirmando-nos como um parceiro de referência das empresas e dos empresários moçambicanos. Reiteramos, assim, o nosso compromisso com o desenvolvimento económico de Moçambique, convictos de que encontros como este reforçam capacidades, estimulam a inovação e apoiam decisões mais informadas no seio das organizações”.
Hugo Costa , Director Central de Mercados Financeiros do BCI, por seu turno avançou que Moçambique se encontra numa encruzilhada crítica, exigindo, simultaneamente, o alívio das pressões fiscais, a aceleração do crescimento económico e o reforço da coesão social. “Dimensões devem evoluir de forma coordenada para assegurar um desenvolvimento sustentável”, salientou Costa.
Como factores de suporte, Hugo Costa apontou para o crescimento económico positivo, ainda que moderado, a abundância de recursos naturais, as perspectivas de transformação associadas a projectos estruturantes de gás natural e energia, a localização geoestratégica privilegiada do país, a inflação relativamente controlada, e um sector bancário estável, com níveis sólidos de capitalização e liquidez.
Na mesma linha de abordagem, alertou para fragilidades estruturais por considerar no curto e médio prazo, nomeadamente o elevado nível de dívida pública e a limitada margem fiscal, a escassez de divisas, a dependência de fluxos externos, a reduzida diversificação da economia e as pressões sobre o emprego, o rendimento e a estabilidade social, num contexto marcado pela predominância do sector informal.
Citou ainda que, no último trimestre de 2025, a economia registou um crescimento de cerca de 4,67%, após quatro trimestres consecutivos de contracção, entre o último trimestre de 2024 e o terceiro trimestre de 2025. Entretanto, ressaltou que, nos últimos sete a oito anos (7 a 8 anos), o crescimento médio rondou os 3%, aquém do esperado para uma economia em desenvolvimento. A exportação cai para 1%, a energia eléctrica e gás natural mantiveram o seu peso em relação ao carvão mineral, o alumínio foi muito sustentado e a inflação foi controlada.
Houve igualmente um crescimento no investimento directo estrangeiro, no que diz respeito as taxas de cambiais houve uma estabilidade e o banco esteve presente dando suporte.
O workshop promoveu um debate aprofundado sobre os desafios actuais do país, tanto ao nível micro como macroeconómico e reforçou a importância de um diálogo contínuo entre o sector financeiro, as associações empresariais e os decisores económicos, como condição essencial para enfrentar desafios estruturais e potenciar as oportunidades que se colocam ao país.
Com estes parceiros, a Câmara de Comercio e indústria França – Moçambique (CCIFM) e AmCham Mocambique, o Banco partilha uma visão comum que é contribuir activamente para o fortalecimento do tecido empresarial e para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
Algumas figuras de destaque do BCI, assim como da CCIFM entre as quais a Directora-Geral, Crystelle Coury, a Directora Executiva da AmCham Moçambique, Nélia Gomes corporizaram o evento.





